mar de prata

Abril 06 2016

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sem tempo...

e com tanto tempo...

as horas voam, os minutos correm, os dias desaparecem, mas os segundos escoam devagar...

tantas solicitações, tantos pedidos, tantas pressões...

e depois as dores surgem... os pulmões colapsam... a febre chega e o corpo grita que não aguenta...

e tu... sem forças para pegar na tua filha mais pequena... tens mesmo de parar... tomar conta de ti... deixar que olhem por ti e deixar de seres tu a olhar por todos...

paraste e melhoraste e agora já estás na roda-viva de sempre...

a apagar fogos... a ouvir a todos... a tentar chegar a todos...

começa por ti e acaba em ti, pois se tu não estiveres bem para ti, não estás bem para ninguém...

 

publicado por mardeprata às 22:27

Agosto 25 2015

Em repouso e em contagem decrescente!

 

publicado por mardeprata às 16:47

Maio 12 2015

Horário de trabalho

 

 

Opinião

Por Pedro Afonso

05/05/2015 - 03:16

 

http://www.publico.pt/portugal/noticia/a-idolatria-absurda-das-40-horas-de-trabalho-semanal-1694477?frm=ult

 

Tem-se vindo a criar um clima de pressão insustentável para que se considere “normal” cumprir uma jornada de trabalho que vai muitas vezes além das 50 horas semanais.

O actual Governo alterou o horário de trabalho na função pública das 35 para as 40 horas semanais. Já com a troika ausente do nosso país, resiste em repor o horário anterior, alegando que este alargamento aumenta a produtividade, reduz custos (por exemplo, no pagamento das horas extraordinárias) e acaba por ser uma medida justa, já que equipara o horário de trabalho do sector público ao do sector privado.

Esta medida constitui um erro político pelas razões que passarei a expor. Em primeiro lugar, subsiste, em muitos políticos e empresários, a crença errada de que presença prolongada no local de trabalho é sinónimo de maior produtividade e compromisso laboral. Esta ideia é falsa. A produtividade cai inevitavelmente com o cansaço, pois a nossa capacidade de concentração é limitada e o nosso organismo não é propriamente uma máquina que se programa de acordo com as conveniências. Além disso, quando se insiste em prolongar demasiado as horas de trabalho, os erros aumentam e o preço a pagar na nossa saúde é elevado.

Actualmente, na nossa sociedade, vivemos um curioso paradoxo: apesar de terem sido criados inúmeros meios tecnológicos para nos facilitarem a vida, tudo parece mais difícil e o ritmo do dia-a-dia não pára de aumentar. São muitas as pessoas que se queixam de falta de tempo, pois são obrigadas a trabalhar demasiadas horas. Sei, por experiência clínica, que em muitos empregos do sector privado quem se limitar a cumprir o horário ­—­ ainda que tenha produzido convenientemente — é visto pelas chefias com um olhar crítico; como alguém que está desinteressado, não se empenha e não “veste a camisola da empresa”. De acordo com esta nova ética laboral insensata, fica mal sair do trabalho a horas. Deste modo, tem-se vindo a criar um clima de pressão insustentável para que se considere “normal” cumprir uma jornada de trabalho (maioritariamente não remunerada) que vai muitas vezes além das 50 horas semanais.

Umas das consequências de ter um horário excessivamente alargado é o aumento de risco para o burnout. Esta síndrome poderá ser definida como uma reação emocional crónica caracterizada pela desmotivação, desinteresse, e um mal-estar geral na relação com o trabalho. Nestes caso, o desejo de abandonar o emprego transforma-se num pensamento constante, a produtividade diminui e o absentismo aumenta. Com o tempo podem surgir perturbações depressivas e de ansiedade, abuso de álcool, etc. Recentemente realizámos um estudo na Faculdade de Medicina de Lisboa (ainda não publicado) e verificámos que cerca de 15% dos médicos hospitalares encontram-se em burnout. Curiosamente, um dos factores de risco associados foi precisamente o trabalho superior a 40 horas semanais.

O nosso país precisa urgentemente de tomar medidas que aumentem a natalidade. Mas isso não se faz apenas com benefícios fiscais, nem com mais um subsídio ou abono de família. Já há muito tempo que se sabe que a qualidade de vida, a produtividade e o desejo de ter filhos está associado à possibilidade de conciliar o trabalho e a família. Manter, obstinadamente, o horário de trabalho nas 40 horas semanais, seja no sector público ou no privado, e impedir uma adequada flexibilidade da jornada laboral, é uma medida antinatalidade. Sair mais cedo uma hora por dia do trabalho faz muita diferença para pais e mães, uma vez que estes andam diariamente num autêntico corrupio, perdendo várias horas nas deslocações entre o trabalho, casa, escola e actividades extracurriculares. Ora, este desgaste não se mede e, por conseguinte, não aparece nas folhas de Excel dos decisores políticos, mas está bem presente na vida do cidadão comum que se esforça arduamente por criar os seus filhos, trabalhar e pagar os seus impostos.

O trabalho excessivo pode-se tornar numa “sanguessuga”, pois vai-nos roubando o tempo, a nossa energia, a nossa saúde, os nossos amigos e a nossa família, deixando-nos isolados e mais infelizes. Há que pôr fim à idolatria das 40 horas de trabalho semanais. Considero que um país desenvolvido e produtivo tem que ter a ambição de pensar nas pessoas, oferecendo-lhes tempo para viver. Todos teríamos a ganhar se o horário de trabalho fosse reduzido e flexibilizado. Ter mais tempo para viver é ter mais possibilidades de se fazer aquilo que para nós é importante; ter mais tempo é ter mais liberdade, ganhar qualidade de vida e ter mais saúde. Talvez esta medida pudesse ajudar os portugueses a serem um povo menos envelhecido, mais feliz, e deste modo sairmos do topo da lista dos países da Europa onde se consome mais antidepressivos.

publicado por mardeprata às 21:12

Abril 27 2015

Com Maio a chegar parece ser tempo para fazer um balanço.

Continuo a ir a funerais...

Não me lembro de um período tão negro como este...

Ao mesmo tempo sinto-me cansada das pessoas que me rodeiam no trabalho...

Sempre preocupadas com a vida de quem as rodeia, com o que fazem, com o que não fazem... Preocupadas com o chefe, com o que faz ou o que não faz, com o que diz ou com o que não diz...

Se faz é porque faz... Se não, é porque não...

E em vez de olharem ao seu espelho e verem a sua própria fotografia, continuam "pré-ocupados"!

Para quê?????

 

Valha-me que Maio está a chegar! E o sol começa a querer brilhar!

E a minha barriga dá mostras de quem lá cresce e se forma!

Filha, vais ser uma lutadora!

A tua mãe sabe! A tua mãe sente!

 

Saber e sentir! Sentir... Ui! Se sinto! Sinto para além do que é considerado normal!

 

publicado por mardeprata às 21:24

Março 28 2015

Suposto brilhante cirurgião...

Apenas tenho a comentar que por muito brilhante que seja na sala de operações, é pior do que uma besta em termos de relações pessoais e humanas...

Por muita formação que tenha, falta-lhe educação, polidez e bom trato para com os doentes e os familiares!

BESTA IGNÓBIL!

publicado por mardeprata às 21:22

Fevereiro 15 2015

há uma estrelinha a caminho!

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publicado por mardeprata às 21:24

Fevereiro 13 2015

depois de um ano e cinco meses de luta o A morreu...

o R descobriu que estava doente em Setembro e também já morreu...

a esposa do P também está doente e está a lutar...

a mãe da I tenta lutar, mas as forças estão-se a esgotar...

cancro de merda não queres desaparecer?????

publicado por mardeprata às 21:08

Novembro 20 2014

Eu: O que queres que o Pai Natal e o menino Jesus te dêem de prenda no Natal?

T: Do menino Jesus quero um bebé e do Pai Natal quero um brinquedo!

....

 

Toma lá e embrulha!

publicado por mardeprata às 22:07

Novembro 16 2014

E ele acorda muito mais cedo que o habitual e vem a rabujar e tu achas que anda com o sono trocado e deixas-lo enfiar-se na tua cama...

E depois passa o dia cabisbaixo e com dores de cabeça e a vomitar... E tu achas que é uma virose...

Mas algo te diz para o levares ao pediatra...

E depois... E depois ficas sem chão, sem ar, sem alma, com o coração a bater fora do teu peito...

Porque o diagnóstico é terrível e a forma de o confirmar ainda é mais...

E depois ficas durante horas sem respirar, sem o coração bater, sem viver...

E só esperas ouvir alguém dizer-te que afinal não é bem assim, que afintal está tudo bem e é só mais uma virose, dessas de trazer por casa...

Mas não é assim e o teu coração continua a bater fora do teu peito...

E tu queres arrancar a pele para que ele não sofra...

E choras... Por ele, por ti, por nada poderes fazer...

E o tempo passa e tentas pensar positivo, que tudo irá correr bem...

Depois vem a febre... A noite em intermitência...

E a manhã vem confirmar o diagnóstico da noite... O prognóstico é positivo...

É mau, mas parece não ser o pior cenário...

E tu consegues respirar um bocadinho...

E ele é mais corajoso do que tu e vai lutando!

E vai-te mostrando que tudo irá ficar bem!

E tu permites-te sair do lado dele por alguns minutos, para seres tu para ti também!

E voltas melhor, mais forte para ele!

Mas novo susto... Agora são dores alucinantes, novos sintomas... Nova doença...

Tudo agora? Tudo nele????

Mais uma noite a velar... Mais uma manhã de diagnósticos, de exames...

E à tarde explicam-te tudo... E temos de pensar na cirurgia...

E vamos fazer uma cirurgia... Logo depois de recuperar da 1.ª...

E a mãe é teimosa e sente que o filho está melhor e faz finca pé em irem para casa e recebe um elogio juntamente com a nota de alta...

E vão todos para casa lamber a cria... Mimar a cria... Respira-se melhor em casa, não é T?

 

publicado por mardeprata às 22:49

Novembro 07 2014

Esta semana fui ao yoga e parece que já foi há uma eternidade!

Esta semana disseram-me que sou a única cliente que não anda a correr e eu fiquei muito feliz!

Esta semana ajudei quem precisava, mais do que uma vez!

Esta semana tive uma notícia chocante...

Esta semana partilhei essa notícia chocante...

Esta semana passei do zen ao desequilíbrio...

Esta semana fiz kms com uma amiga só para estar com ela num momento difícil...

Esta semana fui à consulta da J e despejei um um mês em ups and downs!

Esta semana fiz mais uma parte da tarefa de abrir o roupeiro ao inverno...

Esta semana ainda não acabou!

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publicado por mardeprata às 23:57

aliança entre o mar que me viu nascer e a lua de prata que ilumina o meu caminho
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